Livro - De zero a dez

De zero a dez
A vida no silêncio da dor

Sinopse:
Leonor é uma mulher a braços com uma doença crónica, sem saber como conviver com o cansaço da dor e da dor do cansaço. Vê a sua vida espartilhada por condicionantes que influenciam o dia-a-dia, mas também o futuro.
É através da ajuda de amigos, de uma relação médico/doente equilibrada, que reencontra uma vida a que pode chamar sua, onde a felicidade e o empenho no trabalho passam a ser uma realidade concreta, possível e enriquecedora, uma vida onde a dor deixa de ser o centro.

Este é um romance sobre a dor crónica. É igualmente um livro terapêutico, onde os caminhos e as estratégias para lidar com a doença se revelam a cada passo. É, sobretudo, um romance com esperança por dentro.


Nota de Autor:
Há circunstâncias que nos obrigam a parar e mudar. Foi isso que me aconteceu quando percebi que teria de adaptar a minha vida às possibilidades reais deixadas em aberto por uma patologia músculo-esquelética. Não foi fácil, nunca é. Sendo a palavra a minha forma de comunicar, a ideia foi-se instalando em mim: porque não escrever sobre quem coabita todos os dias com a dor crónica, o cansaço e as limitações?Foi assim que surgiu este livro. É o somatório de experiências pessoais, minhas e das pessoas que aceitaram partilhar comigo o seu viver diário, num entrançado de crises e soluções, sonhos e frustrações, medos e esperanças. Tinha como objectivo dar conforto a quem é doente, mas também ajudar quem com ele convive a entender as limitações e as forças, seja numa vida em comum, no trabalho ou na amizade. Espero ter conseguido atingi-lo. A mim, organizou-me por dentro e deixou-me em paz com a doença.
Margarida Fonseca Santos

Veja/oiça as entrevistas:
Na Rádio Sim: 
1 - http://youtu.be/-BYBpu7PbLI com Marisa Gonçalves, reportagem do lançamento

2 - http://radiosim.sapo.pt/Detalhe.aspx?did=37989&fid=1317&FolderID=1317 com Carlos Coutinho, na Praça Central

A Tarde É Sua, com Fátima Lopes

33 comentários:

Bruxa Mimi disse...

Não sabia que a Margarida tinha tido que enfrentar tal desafio... e parece-me que escolheu uma boa forma de lidar com a nova realidade, através da escrita. Força! Beijinhos.

Margarida Fonseca Santos disse...

É verdade. Agora ficou mais exposto, por causa do livro, mas isto anda comigo desde 2000. Apeteceu-me dar voz às vozes silenciosas da dor, era o momento certo. Obrigada pelo carinho

Bruxa Mimi disse...

De nada! :-)

Margarida Fonseca Santos disse...

:)

Anónimo disse...

Parabéns Margarida!

Sem dúvida que é um livro de inter-ajuda interessante...com testemunhos reais...saber viver e conviver com a dor...não é para todos, mas é possível aprender...aceitando a doença, aprendendo a lidar com ela.Atenua muito a dor...por vezes até se esquece dela...Também sou uma doente com uma doença que traz alguma limitações(Artrite Reumatóide, nas articulações)Vou querer este livro. Obrigada Margarida! Um grande beijinho

Margarida Fonseca Santos disse...

Muito obrigada! Quando o ler, se lhe apetecer, diga-me se correspondeu ao que precisava. É muito importante para mim este livro. Um grande beijinho

Joana Marmelo disse...

Boa noite, Margarida. Desde criança que as expressões idiomáticas chamavam a minha atenção e detinha-me a reflectir sobre o seu significado. Neste momento,após a sua "exposição"
veio-me à ideia uma " Deus escreve direito sobre linhas tortas". E essa linha torta fez de si a escritora maravilhosa que tenho vindo a descobrir, desde o momento em que um simples texto com 77 palavras me levou até alguém que dá pelo nome de Margarida Santos.
Continue com essa força que nos arrasta até si. Bj joana Marmelo

Margarida Fonseca Santos disse...

Querida Joana, nem sei como reagir à sua mensagem, fiquei tão comovida. Agradeço-lhe imenso as suas palavras e o seu carinho, um carinho que partilhamos uma pela outra, através das palavras e das conversas, assim, à distância.
Deixou-me muito feliz, obrigada.
Um grande beijinho para si

Anónimo disse...

Querida Margarida, sinto-me muito próxima de si: a música, a literatura e, até na doença somos primas!! Tenho LES e só quem tem sabe as dores, as limitações que às vezes sentimos, entre tantas e tantas coisas... mas o caminho faz-se caminhando e, jamais, isso será desculpa para o que quer que seja! Antes sentir a dor do que muitos, que nada sentem!!! Irei ler o seu livro. Preciso arrumar-me, encontrar a linha do novelo que se perdeu em mim... farei tudo para poder estar, gostava muito. Gosto muito de si... Gostei muito da ponte que estabelecemos, penso que se chama empatia, não será? Beijinho Carla

Margarida Fonseca Santos disse...

É certamente empatia e compreensão, Carla, não tenho dúvidas. E se há algum plano em que, estranhamente, a doença fez algo bom por mim foi isso: poder conhecer pessoas incríveis, dedicadas e lutadoras. Isso não tem preço. Agradeço-lhe imenso a sua simpatia e a sua amizade. Gostava muito de a poder abraçar, nesse dia ou num outro. Obrigada. Um grande beijinho

✿ chica disse...

Margarida,eu gostaria muito de estar aí pra te abraçar no dia, porém estaremos juntas em pensamento. Adorei o tema do livro, embora a dor constante não seja uma grande coisa a ter por perto. Porém soubeste escrever, ajudar aos outros com tua própria experiência. Vale muito! beijos,SUCESSO!!! chica

Regina Pereira da Silva disse...

Cara Margarida, Bom dia. A vida surpreende-nos sempre, mas não podmos parar, certo? Este livro deixa-me muito curiosa, parace-me que se encontra em sintonia com muitas vidas que estão presentes no nosso quotidiano. Mas, gosto muito também do livro "Deixa-me entrar em ti". Visto que tenho que renovar as leituras dos meus alunos estou a pensar nas suas obras. Quem sabe a Margarida pode vir até aqui apresentá-las! Muitos parabéns e felicidades para si (uma grande força...). Um abraço Regina

Margarida Fonseca Santos disse...

Querida Chica, obrigada. Estará certamente comigo, pela amizade e carinho, pode ter a certeza. Um grande beijinho capaz de atravessar o Atlântico!

Margarida Fonseca Santos disse...

Regina, obrigada pelas suas palavras. Espero que ajude essas muitas vidas com dor no quotidiano, foi elas que o escrevi (aliás, o anterior também) e que abri mão de coisas íntimas para que a sinceridade pudesse levar outros a procurar ajuda nas amizades e na partilha. Muito obrigada por dar aos seus alunos estes livros. Um grande beijinho

Margarida Fonseca Santos disse...

Querida Maria José,
Não encontro aqui a mensagem que recebi sua, neste post, mas aqui fica um sorriso enorme e grato, pelas suas palavras e sobretudo por aquilo que sentimos uma pela outra. Um grande beijinho para si

Catia Penalva disse...

Parabéns, Margarida, pela obra e por partilhar tanto de si, do que sente, das suas experiências, enfim, daquilo que é no que escreve. Um beijinho e muito sucesso!

Margarida Fonseca Santos disse...

Obrigada, Cátia. Estes comentários aqui deixam-me ser capaz de acreditar que vale a pena. Agradeço-lhe imenso o seu cuidado e carinho.
Um grande beijinho
Margarida

Roselia Bezerra disse...

Olá, querida Margarida
Sucesso sempre com o seu livro!!!
Que ele realize seu sonho antigo e que vc seja sempre amiga dos seus leitores, como é...
Seja feliz e abençoada!!!
Bjm fraterno de paz e bem

Margarida Fonseca Santos disse...

Querida Rosélia, obrigada pelas suas palavras. Sim, serei sempre amiga dos meus leitores, gosto de viver a escrita na partilha.
Um grande beijinho para si, bem haja

Anne Lieri disse...

Margarida,parabéns por sua conquista! Hoje postei no meu blog para ajudar na divulgação tb. bjs,

http://recantodosautores.blogspot.com.br/2014/05/de-zero-dez.html

Margarida Fonseca Santos disse...

Muito obrigada, Anne, já fui comentar. Que pessoas amorosas, que bem que soube.
Um grande beijinho para si

Beatriz Bragança disse...

Querida Margarida
A sua atitude é muito nobre.Ajudar os outros a partir de uma experiência dolorosa!
Espero que fique bem! O melhor possível!
Desejo muito sucesso ao seu livro e que ele seja um bálsamo para os leitores.
Um beijinho
Beatriz de Bragança

Margarida Fonseca Santos disse...

Beatriz, muito obrigada pelo seu comentário, pelo seu apreço, pelo carinho. Eu acredito que a minha função na escrita passa por aqui - ajudar outros a viverem melhor consigo mesmos. É um trabalho árduo, pois não quero impor nada, mas sim mostrar caminhos para cada um equacionar qual lhe serve. Mas é algo que me dá muito prazer. Um grande beijinho para si

Anónimo disse...

Boa noite querida Margarida, sou uma doente com espondiloartrite, tenho 34 e ja vivo com esta doença á 2 e ainda estou em fase de negaçao. É uma fase dificil e ter de mudar habitos diarios nao é facil. Felismente tenho uma familia q me da mt apoio.
Vou ler o seu livro é sp bom haver pessoas q vivem o mesmo problema e têm a coragem de expor o seu sofrimento e a doença.
Um bem haja e q continue a ter mt coragem e força.
Beijinhos

Margarida Fonseca Santos disse...

Muito obrigada pela sua mensagem. Que bom, ter uma família que a apoia, é tão mais simples. Depois conte-me como sentiu a leitura - é na partilha que aprendo a afinar a escrita. Um grande beijinho

Anónimo disse...

Querida Margarida ja comecei a ler o seu livro e fez me ver a minha realidade, eu tenho espondiloartrite e vivo as dores, a incapacidade em fazer certas coisas basicas e diarias o quanto mais leio o livro mais retrata o meu dia a dia... Tem frases q leio e releio e sao como se fosse eu propria a escreve las..... Maravilhoso... Bem haja e mt obrigado pelas palavras escritas e a força q tem... beijinhos

Margarida Fonseca Santos disse...

Querida amiga (não sei o seu nome), muito obrigada pelas suas palavras. Somos então ”colegas", a minha também é espondilartrite, bem a entendo. Fiquei tão contente! A minha missão era acompanhar quem se sente sozinha na doença, e o seu testemunho diz-me que consegui. Muito obrigada, um grande beijinho

Gaivota disse...

Boa noite Margarida. Sou uma doente fibromiálgica, "atributo que só muito recentemente me foi "concedido", depois de mais de uma década de luta por um diagnóstico! Mesmo assim, os médicos que me assistem ainda o dizem "à boca pequena" porque até agora nunca, nenhum, foi ao fundo da questão, se é que esta questão tem fundo... Não sabia da existência do seu livro e foi por acaso - ou não - que hoje ao sintonizar o noticiário da RTP 2, vi a sua entrevista... Espero poder adquirir o seu livro porque tenho muita vontade de o ler. Neste momento da minha vida, todos os sinais de esperança são bem-vindos!!! Abraço amigo! Maria

Margarida Fonseca Santos disse...

Maria, muito obrigada pela sua mensagem. Bem entendo a sua espera. Espero que o livro a deixe com mais esperança e mais ferramentas. O meu objectivo é esse, vamos ver se consigo. Depois conte-me como o leu, pode ser? Está em Lisboa? Na sexta vou falar do romance na Bertrand do DVMonumental às 18h30, na quarta estarei na feira do livro de Ovar, às 17h. Se estiver perto e lhe apetecer, gostaria de a encontrar. Um grande beijinho

Anónimo disse...

Olá Margarida,
Li o seu livro em 1 dia, é maravilhoso, retrata de uma forma única as angústias de viver com dor e à espera da dor. De tudo há uma expressão que resume muito bem o sentimento de impotência que muitas vezes nos assola "o cansaço da dor e a dor do cansaço".
Obrigada, fica a esperança que com o tempo aprendemos a conhecer e a antecipar.
Uma palavra para quem está verdadeiramente, de forma inteira, ao nosso lado, esses sim são os verdadeiros corajosos, ver sofrer quem se ama e respeitar, até isso retrata tão bem.
Muito obrigada

Margarida Fonseca Santos disse...

Nem sabe como é bom receber uma mensagem destas, agradeço-lhe imenso. O livro foi escrito com histórias de muitas pessoas, com a minha, mas sobretudo com esta vontade de fazer entender como é a dor e como são os dias. Por isso, como pode calcular, saber que consegui passar a mensagem é gratificante, muito gratificante. Obrigada. Tenho pena de não saber o seu nome, mas aqui fica um enorme abraço grato

Roseane Ferreira disse...

Margozita,
passando por aqui vi seu livro, e fui ler a Sinopse, surpreendida fui,pois há quase 10 anos fui diagnosticada com Fibromialgia, e com ela passei muitos anos tendo também depressão, entre idas e vindas, muita coisa aconteçeu, e muitas coisas ruins,reações intempestivas, brigas, motivadas pelo mau humor causado pela eterna dor, e por não dormir bem( face as dores).
Desenrolou-se tanta coisa, inclusive um assédio moral que sofri no trabalho.
Fiquei muito doente mesmo.Física e emocionalmente, fiquei muitos períodos afastada do trabalho.
Hoje estou bem, dores reduzidas, durmo bem melhor,longe de cem por cento, mas estou bem melhor...
É uma longa história ,trajetória de vida...pós fibro!
Fiquei super interessada em ler seu livro, vc não imagina quanto, se puder me enviar agradeço, podemos acordar via e mail, pagamento,etc...
abraços de sempre
Rose

Margarida Fonseca Santos disse...

Oh, a sério? Pois, imagino. Envio sim! Mande-me a morada por mail, que ele irá ter consigo depressinha.
Um grande beijinho amigo