Lilliput e o Segredo da Floresta

Eu e o Carlos Garcia, em nome da equipa extraordinária que montou este espectáculo e gravou este disco, falámos com a Sandy Gageiro.
O resultado foi mesmo giro, ora oiçam...


A Bola, e o nosso livro 7x11 Hist. do Futebol

Há dias assim, com muita coisa a acontecer...
O jornal "A bola" fala sobre o livro:
7x11 Histórias do Futebol

Ilustrações fantásticas de Inês do Carmo

Ler+ Ler melhor - Uma Questão de Azul-Escuro

O programa Ler+ Ler Melhor fez um programa sobre o livro "Uma Questão de Azul-Escuro".
Ficou absolutamente excepcional!!!
Vejam:
Programa

Agenda


 






Novembro

25 - Escolas de Ovar
26 - 16h - À Conversa com... na Feira do Livro de Maiorca (Fig da Foz)
30 - Escrita Criativa, na Esc Sec Pedro Alexandrino

Dezembro

5 – Escola Santo Isidoro, Mafra
6 – CEF (manhã), Fátima
6 – Lançamento 7x11 Histórias do Futebol – Guimarães
7 – Colégio Montemaior – Lançamento Uma Questão de Azul-Escuro
13 – Biblioteca Vila de Rei
15 – EB 23 da Ericeira

TVI - 7x11 Histórias do futebol

video
7x11 Histórias do Futebol
Fui falar deste livro à TVI, muito cedinho...
Uma entrevista bem conduzida, e logo no dia em que a selecção ganhou 6-2!!! :)

O Reino de Petzet

Actualizações de "O Reino de Petzet"
Quer saber mais sobre esta colecção?
Siga este link

E que tal ler o capítulo extra? É por aqui...

Lançamento em Famalicão

É muito difícil explicar-vos o que, para mim, o lançamento do livro "Uma Questão de Azul-Escuro" ontem, no Agrupamento D. Maria II, em Famalicão.
O carinho com que tudo foi preparado, a fluidez com que tudo aconteceu, o empenho de todos - professores, alunos, pais, funcionários, editora - e os momentos fortes que se passaram durante e depois, nas conversas descontraídas sobre livros e histórias, tudo fez para que este dia ficasse para sempre guardado na minha memória.
Estas duas fotografias são da prenda que me deram... A minha parte preferida da história, a primeira conversa, foi-me oferecida em escultura, como aqui vêem.
Obrigada a todos! Com experiências destas, com momentos destes, chegaremos todos mais longe.
Um grande beijinho!


Lançamento dia 5 às 11h!

Queridos amigos,

No sábado dia 5 de Novembro, às 11h, estaremos (eu, a Mª Teresa Maia Gonzalez e a Rita Vilela) a lançar a colecção Fábulas a 3 mãos. Será na livraria Babel, Av. António Augusto Aguiar, 148 R/C.
Os primeiros livros têm, como subtítulo, Fábulas de Perder e Ganhar e os direitos do primeiro livro reverterão na totalidade para a ACREDITAR, a associação de pais das crianças com cancro. Fizemos este trabalho com um imenso carinho. Peço-vos que divulguem, que apareçam se puderem, enfim, que nos ajudem nesta causa. Obrigada!

Fãs dos 7 irmãos...

Sigam este link e deixem-se maravilhar com o que o Pedro Carvalho fez (mais uma vez!!!) para esta colecção...
Clube de fãs 7 irmãos
Estamos sem palavras!

Uma semana incrível!!!

Vem aí outra semana incrível!
Eu explico:

quarta dia 2 - apresentarei o livro "Na Margem do Teu Segredo", de Julieta Ferreira no seu lançamento, na Buchholz às 18h30
quinta dia 3 - conversa acerca dos meus dois livros de canções no Clube Literário do Porto, às 19h30
sexta dia 4 - lançamento do livro "Uma Questão de Azul-Escuro", em Famalicão
sábado dia 5 - lançamento dos dois primeiros livros da colecção Fábulas a 3 mãos, com Maria Teresa Maia Gonzalez e Rita Vilela, na Babel, Rua António Augusto Aguiar, às 11h

Apareçam, vai valer a pena!

3 de Novembro, Porto

Clube Literário do Porto

No dia 3 de Novembro, pelas 21h30, estarei no Clube Literário do Porto a falar sobre as canções que escrevi para crianças.
Vamos falar dos dois livros: História de Cantar e O Segredo da Floresta.

Querem vir?
Espreitem aqui...





Agenda de Novembro


Novembro
2 - apresentação do livro de Julieta Ferreira "Na Margem do teu Segredo", Buchholz, 18h30
3 - Clube Literário do Porto - conversa sobre os livros de canções (Histórias de Cantar e O Segredo da Floresta)
4 - Lançamento "Uma Questão de Azul-Escuro" em Famalicão, 18h
5 - Lançamento "Fábulas a 3 Mãos", na Babel, com M Teresa Maia Gonzalez e Rita Vilela, 11h30
8 - Bibliotecas de Carnaxide e Algés
11  - Início de formação em escrita criativa no CFMBM
9 e 23 - formação na escola António Arroio (escrita criativa)
10 - Escrita Criativa na EB23 de Mora
12 - Curso de Escrita Criativa na Bertrand do Chiado (todo o dia)
15 a 17 - Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira (formação e encontro com alunos e público em geral)
18 - Biblioteca Municipal de Valença
25 - Escolas de Ovar
26 - "À Conversa com..." na Feira do Livro de Maiorca (Fig da Foz)
30 - Escrita Criativa na Esc Sec Pedro Alexandrino

Ao Domingo com...

Ao Domingo com...

Esta semana foi comigo - falei dos meus livros, aqueles que me modificaram.

Podem ir por aqui...




Apresentação de "Uma Questão de Azul-Escuro"


Aqui vos deixo a apresentação que a minha querida amiga Mª Teresa Maia Gonzalez fez do livro: «UMA QUESTÃO DE AZUL-ESCURO» - Obrigada, Teresa!

Sendo a cor do céu (daquele que é visível aos olhos humanos), o azul deste livro de Margarida Fonseca Santos nada tem de celestial… É, como o próprio título expressa, um «azul-escuro», porque carregado de dor (da mais pesada, pelo facto de ser oculta, não partilhada); é a cor da angústia (do grito abafado no mais fundo da alma); é a cor do medo.
«UMA QUESTÃO DE AZUL-ESCURO» é um título feliz para um livro que fala da infelicidade que resulta da humilhação, da agressão imprevisível e covarde, enfim, da violência contra um ser indefeso.
«UMA QUESTÃO DE AZUL-ESCURO» é, pois, uma questão séria, que a Autora levanta, muito oportunamente, ao leitor de todas as idades, a cada um de nós.
As agressões de que as crianças e os adolescentes são alvo são, provavelmente, tão antigas como a história desta humanidade a que pertencemos, tão cheia de desumanidades e outros paradoxos.
Atualmente, através dos meios de comunicação social, chegam-nos, dia após dia, notícias profundamente inquietantes, vindas de todas as partes deste «planeta azul» que habitamos e cujas tonalidades de azul são, quase sempre e apenas, consequência da predominância de água: a água dos mares e oceanos, dos rios e lagos e… das lágrimas de adultos, jovens e crianças como o Luís, o menino que encontramos neste livro.
A história do Luís que dá vida às páginas deste livro é, em certa medida, a história de todos os que já fomos desrespeitados, assaltados, maltratados, humilhados - num parque, jardim ou rua da cidade; numa estação ferroviária, no recreio de uma escola…
O Luís a que Margarida Fonseca Santos deu alma é uma voz à procura de quem a oiça, mas, por ser uma «voz silenciosa», só um coração atento e sensível poderá escutá-la. Aqui, entra o papel do adulto, neste caso concreto, a professora do Luís, que se aproxima, se interessa e compreende a urgência de agir, não já para reparar os danos causados, mas para que não se repitam.
Na verdade, a professora do Luís é o modelo que, certamente, todos gostaríamos de ver seguir por parte de todos os que são especialmente responsáveis pelo acompanhamento e a educação das crianças e dos jovens. Numa primeira fase da sua atuação, ela aproxima-se e, com delicadeza, procura inteirar-se da razão do desconforto visível no seu aluno. Depois, toma a atitude inteligente de partilhar com o menino um caso acontecido com ela, para o deixar mais à vontade e para lhe fazer sentir que a sua dor não lhe é alheia, não lhe é, de todo, estranha. Em seguida, toma a decisão responsável de fazer tudo o que está ao seu alcance para proteger aquele e os outros alunos que estão ao seu cuidado, envolvendo, também, outros parceiros com responsabilidades na formação e proteção de menores. E fá-lo sem perder tempo, porque bem sabe como, a cada dia que passa, a dor dos maus tratos vai criando raízes mais fundas no íntimo de cada vítima, com consequências imprevisíveis e sempre graves.
Não é, portanto, de estranhar que esta professora me tenha feito lembrar a personagem bíblica do «Bom Samaritano», aquele que, de facto, sabe que amar o próximo é, em primeiro lugar, «fazer-se próximo», aproximar-se! É recusar ficar indiferente, num comodismo que destrói qualquer hipótese de progresso ou solução; num egoísmo que não mata, mas deixa morrer!
Ao ler este livro tão importante, não pude, igualmente, deixar de pensar em tantas crianças cuja voz ainda ninguém ouviu… Algumas dessas crianças têm já 30, 40, 50, 60 anos… E vivem escondidas bem no fundo da alma desses adultos que não encontraram força nem apoio para se libertarem da sua dor passada mas presente. Na realidade, nunca se aproximou delas um adulto atento, sensível e responsável, como a professora do Luís. Na realidade, ninguém se deu ao trabalho de sondar as suas almas dominadas pelo medo e pela ansiedade; ninguém se dispôs a observar as «nódoas negras» e a sombra que se esconde nos olhos de quem passa discretamente, muito discretamente, por esta vida, com medo até de respirar.

A escrita de Margarida Fonseca Santos é, desde o primeiro livro, pautada por um profundo sentido de humanidade. A sua sensibilidade – reconhecida já por muitos leitores, críticos e «colegas de ofício» – fá-la estar desperta para tudo o que vai minando a vida humana, vocacionada, afinal, para a felicidade. Por esta razão, nas linhas dos seus livros, encontramos, frequentemente, gritos de alerta (ainda que, muitas vezes, camuflados) e pistas para resolver problemas concretos que afligem tanto os mais novos como os mais velhos. É, pois, natural que o seu trabalho tenha já dado muitos frutos.
Por isso aqui estou para, pessoalmente e de viva voz, vos recomendar hoje a leitura deste «UMA QUESTÃO DE AZUL-ESCURO», que me tocou profundamente.
As ilustrações de Sandra Serra – de tão expressivas – concorrem também, notavelmente, para sublinhar as emoções e os sentimentos que nele fervilham.
Permitam que vos convide a lê-lo e a divulgá-lo, juntos dos mais velhos e dos mais novos! Verão que esse gesto também dará os seus frutos! (Há muito que acredito que a semente que foi lançada tem sempre mais hipóteses do que aquela que ninguém semeou…)

Termino, felicitando vivamente a Margarida Fonseca Santos por ter escrito este livro.
Parabéns, também, à Ilustradora!
Felicito, ainda, a Gailivro, que o publicou.
Sinto-me honrada pela oportunidade de o apresentar.
Bem hajas, Margarida, por teres tido a generosidade do mo dedicares! Acredita que o levo no coração, para onde for.

Maria Teresa Maia Gonzalez

Ainda a Esperança

Ontem, naquela conversa tão cheia de partilha, de emoções e de olhares onde falámos sobre De Nome, Esperança, apareceu esta ideia, que nunca me tinha ocorrido:
Os textos da Esperança teriam sido escritos por uma mulher, Esperança de seu nome, com quem eu me teria cruzado.
Na verdade, é tudo ficção.
Estes contos, textos da Esperança foram sendo escritos por mim ao longo dos anos, ficando sempre sem poiso, como se não se encaixassem em nenhuma colectânea, talvez esperando por este romance.
Se é verdade que fui ao Lorvão, que decidi que iria contar uma história sobre a loucura, que o meu avô morreu no Telhal, que a minha família é assim (coesa e cúmplice), tudo o resto é produto do sentir e do imaginar.
Ainda estou a digerir esta ideia, confesso.  Maravilhei-me.



Conversa com Margarida Cordo

Acabo de chegar da conversa com Margarida Cordo acerca do meu livro "De Nome, Esperança"
Preciso de partilhar convosco o momento mágico que ali se viveu. Num ambiente quase familiar, ouvimos as palavras da Margarida C., fluidas, interessantes, cheias de histórias e repletas de uma leitura profunda e carinhosa da Esperança. Levou-nos, através da sua visão profissional da doença mental, mas também pelo seu sentir da escrita.
Agradeço a todos os que estiveram connosco - este é um dia que guardarei para sempre no espaço reservado aos acontecimentos que nos fazem pensar que a vida tem um enorme sentido.

Conversa de Elefantes...

Esta é uma conversa de elefantes...
Esta é uma conversa entre mim e o Richard Câmara...
Esta é uma conversa séria e divertida...

Quer conhecer melhor o livro?
Podemos dizer-lhe que este livro começou ao contrário, pois o Richard entregou-me imagens que eu deveria ordenar para contar uma história - assim fiz.
Depois, o Richard refez as ilustrações e chegámos a este produto final... do qual gostamos muito!

Venha daí, conversar com elefantes!

(pode ver o percurso que o Richard fez para chegar a este resultado final aqui)

Fábulas a 3 mãos!


bulas a 3 mãos é um projecto que achamos muito importante.
Porquê?
Porque queremos que, através destas fábulas/metáforas, se adquiram novos olhares sobre a vida e os desafios que ela nos traz.

Quem o escreve?
Margarida Fonseca Santos, Maria Teresa Maia Gonzalez e Rita Vilela

Editora Pi, Babel

Memória de Elefante e outras fábulas de perder e ganhar 
(os direitos deste livro revertem para a Associação Acreditar)
O tubarão vegetariano e outras fábulas de perder e ganhar

Absolvidos - e a sentença transitou em julgado!

22 de Julho de 2011 
Depois de uma hora de leitura da sentença, pudemos respirar fundo. A Justiça fez-se e fez História.
Não resisto a deixar aqui o artigo que Iva Delgado escreveu. É um texto lindo, sensível e que mostra como nos acompanhou e nos apoiou.
Obrigada, Iva...
Link para o Público
Leiam também as mensagens extraordinárias que surgiram no Grupo que nos apoiou sempre - obrigada a todos! Link

10 de Outubro de 2011
A sentença transitou em julgado,  este processo chegou ao fim - contudo, ficará para a história esta sentença e tudo o que ela fez pelo direito à expressão, à criação, à opinião.
Aqui ficam alguns comentários:

Rui Vieira Nery
A Justiça portuguesa às vezes envergonha-nos. Pela lentidão generalizada dos processos, pela incompetência e pela impreparação manifestas de alguns magistrados, pelo conservadorismo atávico de algumas sentenças, pela cedência frequente à pressão mediática mais primária. Outras vezes orgulha-nos, como neste caso em que a sentença do Caso "A Filha Rebelde" constitui um precedente jurídico muito impo...rtante para a consolidação do Estado de Direito democrático. Afirmações como "...o procedimento criminal não poderá pretender travar, fechar ou esvaziar o debate sobre uma questão com evidente relevância histórica", ou "... a crítica pública deve ser um direito e não um risco" e a consagração do princípio do "direito à História" - tudo isto são marcos de uma jurisprudência em consonância com os valores fundamentais da Democracia. Foi por isto que lutaram as vítimas de Silva Pais e do regime que ele serviu. Fez-se Justiça.

Valdemar Cruz (um dos jornalistas que escreveu o livro "A Filha Rebelde", que adaptei para teatro)
Expresso - link

Espaço Autor, Bertrand Chiado 18 Out, 18h30

Sintam-se todos convidados...
e sintam-se todos convidados a falar connosco - será uma conversa em torno da loucura, do estigma, da escrita...

Cata Livros

O Cata Livros tem lá dentro...
... pois, um livro meu!
"Chamem-lhes nomes", com ilustrações de Afonso Cruz, para brincar com os nomes (os nossos queridos substantivos!) - recomendado pelo PNL


E, na mesma colecção, existe "O Domínio do Dominó e outra histórias"


CantaStórias - O Segredo da Floresta



Querem ouvir um bocadinho? Aqui está...
É já no próximo sábado, não se distraiam!!!

Dia 8 de Outubro
Sessões às 10h30 e 11h45

Cine Theatro Gymnásio, Espaço Chiado

Texto, música e letras - Margarida Fonseca Santos
Orquestração e direcção musical - Francisco Cardoso
Músicos - Carlos Garcia, Paulo Carvalho, Filipe Valentim e Nina Repas

Produção Genius y Meios

(bilhetes nos CTT, no teatro e na tickletline)

Escrito a Lápis

Por Tomás Vicente, neste blog

Há Histórias e Histórias...

Histórias há muitas? Não! Há HISTÓRIAS e histórias. Há umas boas, que fazem os olhos voar ao sabor das páginas e a imaginação ao sabor do vento da história; há outras menos boas, um meio-termo, que podem até estar bem escritas, ter um vocabulário rico, uma abordagem interessante mas que, por alguma razão, não nos falam ao coração; há também aquelas que são o "pãozinho sem sal" das bibliotecas e que não aquecem nem arrefecem, são fáceis de ler e nas quais os seus autores não mostram significativo talento; depois há aquelas que já nem merecem, não digo um lugar na prateleira, porque, à semelhança das crianças, os livros não escolhem o conteúdo, que se lhes dê muita atenção, quer sejam tolas ou arrepiantes. E, acima de tudo, há aquelas histórias que ficam na memória para sempre, não importa quantas outras desfilem, depois, à frente dos nossos olhos. Neste texto, quero, acima de tudo, partilhar a opinião que me ficou da leitura de um livro que descobri, o ano passado, na biblioteca da nossa escola
Apesar de, muitas vezes, termos oportunidade de constatar que as prateleiras são, cada vez mais, invadidas por histórias muito pouco enriquecedoras, não se pode dizer exactamente que seja muito difícil encontrar livros realmente bons. Ainda assim, quando requisitei à biblioteca e li o livro Escrito a Lápis, de Margarida Fonseca Santos, fiquei maravilhado.
Este é, sem dúvida, um daqueles livros que, depois de lidos, jamais se esquece. A história, de uma rara pureza singela e realista - e, ao mesmo tempo, com um quê de onírico - é uma das mais belas que já li - e, também, uma das mais comoventes!
É raro alcançar-se um livro que exponha tão habilmente a complexidade da relações humanas e a variedade de panos de fundo que as emoções dos seres humanos podem tecer. É raro ler-se um livro, ao mesmo tempo tão terreno e dotado deste alcance formidável e intemporal. Digo intemporal porque, por muito que as expressões do sentir tenham, ao longo dos séculos, evoluído e se tenham diferenciado, o sentir humano não conhece barreiras temporais e atravessa os séculos, intocado, inalterado e imaculado. 
Neste livro, Margarida Fonseca Santos pinta, em traços firmes e simples, um quadro que nos dá a conhecer a cara e a expressão da verdadeira Amizade e do verdadeiro Amor. Um livro a ser lido e relido, pois tem muito para ensinar a cada um de nós, que, por vezes, com a azáfama dos dias, nos esquecemos do aspecto verdadeiros destes dois conceitos metafísicos que constituem um dos pilares da existência do ser humano enquanto tal.
Tomás Vicente (ex-aluno)

histórias em 77 palavras

Histórias em 77 palavras

Este cantinho da PAIS & Filhos começou na revista e salta agora para a plataforma digital. Será dedicado a micro-histórias, pois terão sempre e apenas 77 palavras. Loucura? Não, pura diversão. 

A magia das histórias curtas prende-se sobretudo com o equilíbrio entre aquilo que se quer contar e aquilo que se permite ao leitor adivinhar em cada frase. Há anos que lanço este desafio nos meus cursos de escrita, seja com crianças, jovens, adultos ou professores. E é sempre com um enorme sorriso que lemos os resultados. Passamos uns bons minutos, de língua de fora como quando temos de recortar uma figurinha complicada, a contornar as palavras dispensáveis, a esconder segredos, a descobrir como se pode dizer tanto… escrevendo tão pouco!

Porquê 77? A resposta é bastante simples: o número é, em si, divertido, aqui não escondi nenhum segredo, prometo.Vá, toca a pegar num lápis (dispensa-se a borracha, é riscando que se avança) e construir uma história de 77 palavras. Atenção: nem 76, nem 78 – 77!!!
Atenção escolas, queremos as vossas histórias!!!
Enviar para 77palavras@gmail.com .

Aceita o desafio? Excelente!
Um pormenor... Não se escreve a contar palavras! Se for por esse caminho, a sua criatividade vai estar ocupada com um assunto que nada tem que ver com o que se pretende.
Então…?
Então é assim:
Precisa de uma ideia – uma frase que nos toca, um cão que espera no semáforo para atravessar, , um sonho. Se não encontrar, junte então duas palavras muito distintas, como mandava fazer Rodari, um gigante da escrita criativa – água e candeeiro; livro e empada… já percebeu, certo?

Só precisamos de pensar que o texto não pode ter uma página, nem meia. O resultado final irá ser muito mais pequeno. Contudo, o importante é escrever a primeira versão sem preocupações. Só depois começamos a cortar…
Dói um bocadinho, é verdade, mas também é verdade que há palavras que repetimos sem necessidade: fazemos frases enormes com imensos “e” ou “e depois”; enchemos os nossos textos de “seus” e “suas”, de “eles” e “elas”, quando já se sabe de quem se fala; há muitas palavras que se podem eliminar! É um exercício de depuração da linguagem.
O resultado final é surpreendente. Conseguimos aproximar-nos mais da essência do texto, daquilo que é verdadeiramente importante contar, aproximamo-nos mais da prosa poética ou da humorística, aproximamo-nos mais do ritmo do texto. E fica tão equilibrado!
Depois é simples. Envie-nos o texto (estamos a falar para todos, pais e filhos!). Haverá aqui um cantinho para uma história escrita por um leitor.

O que acontece em Outubro

Agenda de Outubro
Dias 4, 11, 18, 25 – Escrever Escrever – formação
Como orientar oficinas de escrita criativa para jovens


Dia 12, 18h30 – Ler no Chiado, literatura infantil – Carla Maia de Almeida, Isabel Minhós e Margarida Fonseca Santos

Dia 18, 18h30 – Conversando à volta do livro “De Nome, Esperança”, com apresentação de Margarida Cordo – Bertrand Chiado, Espaço Autor

Dia 19, 18h30 – Lançamento “Uma Questão de Azul-Escuro”, apresentado por Maria teresa Maia Gonzalez, em Lisboa, local a anunciar

Dias 20 e 21 – Encontro de ilustração, São João da Madeira
Dia 20, apresentação conjunta com Leonor Tenreiro, Margarida Fonseca Santos e Richard Câmara – “Duas histórias de se lhe tirar o chapéu – "O Homem que ia contra as Portas" e "Conversa de Elefantes"
Dia 21, workshop com alunos
Dia 24 – Apresentação do livro “Pê, o monstro da preguiça”, de Maria Teresa Maia Gonzalez
(hora e local a anunciar)

Dia 28 – Visita às escolas da Guarda, com Livraria Jardim

29 out AHCP do Porto
Treino Mental de performance

Concurso Correntes de Escrita

Acabei de saber que  
"De Nome, Esperança" 
integra os livros a concurso para o Prémio Literário Casino da Póvoa, Correntes de Escrita.

Dia 12 de out, Bertrand do Chiado

Na Bertrand do Chiado:

O próximo Ler no Chiado vai ser sobre literatura infanto-juvenil.
Convidámos as autoras Margarida Fonseca Santos e Carla Maia de Almeida (aqui, também na condição de jornalista e crítica) e a editora Isabel Minhós da Planeta Tangerina.

Para graúdos e não só, dia 12 de Outubro, às 18.30, na Bertrand do Chiado.
Moderação de Anabela Mota Ribeiro.

Pf, apareçam e divulguem.

O Navio dos Rebeldes

Escrevi esta letra para o Navio dos Rebeldes
(peça que escrevi sobre a crise académica de 62, teatro da trindade)
Hoje, dia 21 de Setembro, que vamos debater sobre o processo A Filha Reblede (SPA Lisboa), 18h30, apteceu-me partilhá-la convosco. É a canção do PIDE...

IMUNDOS


Estes filhos que eu já não conheço
Inventando razões sem sentido
A coragem que tanto me enoja
E a vitória que só eu decido

Os segredos que nunca desvendam
Os olhares que nunca vacilam
A certeza que em nós se revela
Do silêncio que fecha uma ferida

            Sinto a raiva a comer-me por dentro
            A inveja a queimar-me bem fundo
            A frieza a deixá-los suspensos
            E o dever a levá-los, imundos!

            Sinto a força que trazem por dentro
            A coragem que sentem bem fundo
            A ameaça a deixá-los suspensos
            Esta farda a prendê-los, imundos!

Estes jovens que nunca desistem
A gritar uma causa acabada
Com uma força que agora se esbate
Com um brilho que tão bem se apaga

E esta raiva que nunca controlo
A ceifar a pureza da gente
E a destreza a dizer quem domina
Na palavra gritada de frente

Sinto a raiva a comer-me por dentro
            A inveja a queimar-me bem fundo
            A frieza a deixá-los suspensos
            E o dever a levá-los imundos!

            Sinto a força que trazem por dentro
            A coragem que sentem bem fundo
            A ameaça a deixá-los suspensos
            Esta farda a prendê-los, imundos!